Juros e inflação

Focus: mercado eleva previsão de inflação de 2026 para 5,22% e reduz a da Selic

A estimativa para os juros básicos no fim do ano caiu de 13,50% para 13,25%, o que indica dois cortes de 0,25 ponto no Copom até dezembro.

Moedas de real espalhadas sobre cédulas de 2 reais em uma mesa
Moedas de real espalhadas sobre cédulas, entre elas a nota de 2 reais nas duas versões, em imagem de 2016.Foto: joaogbjunior / Pixabay · licença Pixabay

O mercado elevou de 5,01% para 5,22% a previsão de inflação de 2026, a quarta alta seguida, segundo o Boletim Focus do Banco Central. O relatório saiu nesta terça-feira (13), depois do feriado de Nossa Senhora Aparecida. A projeção fica acima de 4,5%, o teto da meta.

Na mesma pesquisa, a aposta para os juros caiu. A mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 13,50% para 13,25% ao ano. Hoje a taxa básica está em 13,75%, desde a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de 16 de setembro, segundo o Banco Central.

As projeções mês a mês mostram o caminho esperado: a Selic iria a 13,50% na reunião de novembro e a 13,25% na de dezembro, dois cortes de 0,25 ponto. Quatro semanas atrás, o mercado ainda via a taxa em 13,75% no fim do ano. Para 2027, a previsão segue em 12%.

O Focus reúne as estimativas de instituições do mercado coletadas pelo Banco Central até a sexta-feira anterior, no caso o dia 9. Sobre o IPCA de 2026, responderam 144 instituições nos últimos 30 dias. A meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

Entre os grupos de preços, subiu a previsão para os administrados, os que dependem de contrato ou de decisão do poder público, como energia elétrica, combustíveis e tarifas. A estimativa para esse grupo em 2026 passou de 4,61% para 4,89%.

Para a alimentação no domicílio, a comida comprada para consumir em casa, a projeção é de alta de 7,19% no ano.

A pesquisa fechou no mesmo dia em que o IBGE divulgou a inflação de setembro, de 0,82%, com a energia elétrica responsável por quase 40% da alta do mês.

Para os próximos meses, o mercado espera IPCA de 0,33% em outubro, 0,35% em novembro e 0,56% em dezembro. Em outubro, a bandeira tarifária é verde, sem cobrança extra na conta de luz, segundo a ANEEL.

As demais projeções para 2026 mudaram pouco. O crescimento previsto para o PIB seguiu em 1,85%, e o dólar esperado para dezembro caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para 2027, a inflação prevista continua em 4,30%.

Para quem investe, os números ajudam a fazer contas. O Tesouro Selic e os CDBs atrelados ao CDI acompanham a taxa básica e rendem um pouco menos quando ela cai.

Já a poupança segue pagando 0,5% ao mês mais a TR enquanto a Selic estiver acima de 8,5%, pela regra da Lei 8.177, de 1991, alterada em 2012. A comparação está no guia de quanto rendem R$ 1.000.


O Copom volta a se reunir em 3 e 4 de novembro, com a decisão sobre a Selic anunciada no fim do dia 4. O próximo Boletim Focus sai na segunda-feira (19), com as projeções coletadas até sexta-feira (16).

#BoletimFocus#BancoCentral#Selic#IPCA#Copom

Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas

Mais sobre o assunto

Últimas de Economia

Todas as matérias de Economia →

O que você achou desta matéria?

O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação

Debate : leia e comente

Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.

    Em alta agora

    1. NetinhoMorre Netinho, cantor de Milla e de Beijo na Boca, aos 60 anos em Salvador
    2. Feriado nacionalPróximo feriado nacional é Finados, na segunda-feira, 2 de novembro, colado ao fim de semana
    3. Ingressos palmeirasIngressos para Palmeiras x Fluminense na Libertadores custam de R$ 120 a R$ 500
    4. PoupançaR$ 1.000 rendem R$ 29 a mais em um ano no Tesouro Selic e no CDB do que na poupança