Quem decideExplicador

TSE tem sete ministros e é presidido por Nunes Marques; Paulo Gonet comanda a PGR

Kassio Nunes Marques comanda a Justiça Eleitoral desde 12 de maio de 2026 e conduz o 2º turno de 25 de outubro. Paulo Gonet chefia a PGR e o Ministério Público Eleitoral.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Foto: Senado Federal / CC BY 2.0

O presidente do TSE em outubro de 2026 é o ministro Kassio Nunes Marques, que também integra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele tomou posse no comando do Tribunal Superior Eleitoral em 12 de maio de 2026, na mesma cerimônia em que André Mendonça assumiu a vice-presidência.

O procurador-geral da República é Paulo Gonet Branco, no cargo desde 18 de dezembro de 2023 e reconduzido para um mandato que vai até dezembro de 2027. Como procurador-geral eleitoral, ele chefia o Ministério Público que fiscaliza a eleição.

O TSE organiza a eleição presidencial de ponta a ponta. É o tribunal que registra as candidaturas a presidente, soma os votos de todo o país, proclama o resultado e entrega o diploma ao eleito.

Em 2026, isso envolve 158,7 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE. O 2º turno para presidente, e para governador em seis estados e no Distrito Federal, será no domingo, 25 de outubro de 2026.

A composição atual do TSE

Pela Constituição, o TSE tem sete ministros efetivos. A tabela mostra quem ocupa cada vaga e a data da posse na função atual, segundo o tribunal.

Ministro ou ministraOrigemFunçãoNa função desde
Kassio Nunes MarquesSTFPresidente12 de maio de 2026
André MendonçaSTFVice-presidente12 de maio de 2026
Dias ToffoliSTFMinistro efetivo9 de junho de 2026
Ricardo Villas Bôas CuevaSTJCorregedor-geral eleitoral1º de outubro de 2026
Sebastião Reis JúniorSTJMinistro efetivo29 de setembro de 2026
Floriano de Azevedo MarquesJuristasMinistro efetivo, 2º biênio1º de agosto de 2025
Estela AranhaJuristasMinistra efetiva1º de agosto de 2025

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, outubro de 2026.

Link para este dado

Villas Bôas Cueva é ministro efetivo desde 16 de dezembro de 2025. Ele foi eleito corregedor em 29 de setembro, por 6 votos a 1, e tomou posse na função em 1º de outubro, no lugar de Antonio Carlos Ferreira, que encerrou o mandato. Toffoli ocupa a vaga aberta com a saída de Cármen Lúcia, que presidiu o TSE nos dois anos anteriores.

Cada vaga tem um ministro substituto. Pelo STF, os substitutos são Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, reeleito em 3 de setembro de 2026 para um segundo mandato, e Flávio Dino, empossado em 11 de junho de 2026.

Como o tribunal é formado

A regra está no artigo 119 da Constituição. O STF escolhe três de seus ministros por voto secreto, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) escolhe dois. As duas vagas de juristas ficam com advogados nomeados pelo presidente da República, a partir de listas tríplices preparadas pelo STF.

O presidente e o vice do TSE são sempre ministros vindos do STF, e o corregedor-geral, um ministro vindo do STJ. Como os mandatos duram dois anos, com limite de dois biênios seguidos, a presidência muda com frequência: Nunes Marques sucedeu Cármen Lúcia em maio.

Ao tomar posse, Nunes Marques disse que a Justiça Eleitoral deve atuar com independência, equilíbrio e prudência. "O pleito só será bem sucedido se capturar a voz de cada um de seus cidadãos e cidadãs", afirmou na cerimônia de 12 de maio, em Brasília.

O que o TSE faz na eleição

A Justiça Eleitoral cuida de todas as etapas do voto. No caso da eleição presidencial, o TSE concentra as decisões:

  • mantém o cadastro nacional de eleitores e emite o título, inclusive o digital, no aplicativo e-Título;
  • registra as candidaturas a presidente e vice e julga recursos sobre as dos outros cargos;
  • prepara as urnas eletrônicas e totaliza os votos de todo o país;
  • define as regras da propaganda e recebe denúncias de irregularidades;
  • julga as contas de campanha e diploma o presidente e o vice eleitos.

Nos estados, o trabalho é feito pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que organizam as disputas para governador, senador e deputado. Os resultados do 1º turno, com dados do TSE, estão na página de resultados das eleições 2026.

Quem é o procurador-geral da República

Paulo Gustavo Gonet Branco é subprocurador-geral da República e chefia a Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão de cúpula do Ministério Público Federal. Antes, atuou como vice-procurador-geral eleitoral no TSE, de julho de 2021 a setembro de 2023.

Pela Constituição, o procurador-geral é escolhido pelo presidente da República entre integrantes da carreira com mais de 35 anos. O nome precisa da aprovação da maioria absoluta do Senado, e o mandato é de dois anos, com recondução permitida.

Gonet foi aprovado pelo Senado em 13 de dezembro de 2023, com 65 votos, e tomou posse em 18 de dezembro daquele ano, segundo o MPF. Em 12 de novembro de 2025, o Senado aprovou a recondução por 45 votos a 26. O novo mandato começou a contar em 19 de dezembro de 2025.

O Ministério Público na eleição

O procurador-geral da República acumula a função de procurador-geral eleitoral. Ele atua nos processos do TSE e chefia o Ministério Público Eleitoral. Segundo o MPF, o órgão fiscaliza a arrecadação de recursos, o registro das candidaturas, a propaganda e a posse dos eleitos.

No dia a dia do tribunal, quem atua é o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. Nos estados, a fiscalização fica com os procuradores regionais eleitorais, designados para o biênio 2025-2027, e com os promotores eleitorais das zonas.

Na abertura do ano judiciário do TSE, em 2 de fevereiro de 2026, Gonet renovou o compromisso do MP Eleitoral com a votação. Ele defendeu que as eleições transcorram "no clima de verdade, paz e de respeito às instituições, aos eleitores e aos concorrentes".

A Justiça Eleitoral em seis datas

  • 24 de fevereiro de 1932O primeiro Código Eleitoral cria a Justiça Eleitoral, instalada em 20 de maio daquele ano, no Rio de Janeiro.
  • 10 de novembro de 1937A Constituição do Estado Novo extingue a Justiça Eleitoral e os partidos.
  • 28 de maio de 1945Um decreto-lei restabelece o TSE, reinstalado em 1º de junho, no Rio.
  • 12 de maio de 2026Nunes Marques assume a presidência do TSE para conduzir as eleições gerais.
  • 4 de outubro de 20261º turno das eleições gerais.
  • 25 de outubro de 20262º turno para presidente e para governador em seis estados e no Distrito Federal.

Como usar os serviços da Justiça Eleitoral

  • Denunciar propaganda irregularBaixe o aplicativo Pardal, gratuito, na loja do seu celular. O acesso é pelo e-Título ou pela conta gov.br, e a identidade de quem denuncia fica sob sigilo, segundo o TSE.
  • Consultar seu local de votação e justificar ausênciaUse o e-Título. Veja o passo a passo no guia como justificar ausência na eleição.
  • Todos os aplicativos oficiaisEstão listados na página de aplicativos da Justiça Eleitoral.

O 2º turno será em 25 de outubro de 2026, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Depois, a Justiça Eleitoral julga as contas e diploma todos os eleitos até 18 de dezembro, e o presidente toma posse em 5 de janeiro de 2027.

O mandato de Gonet na PGR vai até dezembro de 2027. Para se preparar para o dia da votação, confira o guia do eleitor do 2º turno e o calendário até a posse.

Como citar: Ouviram (7 out. 2026). «TSE tem sete ministros e é presidido por Nunes Marques; Paulo Gonet comanda a PGR». ouviram.com.br/politica/tse-e-pgr-quem-sao

Perguntas frequentes

Quem é o presidente do TSE em 2026?

Kassio Nunes Marques, ministro do STF, que tomou posse na presidência do tribunal em 12 de maio de 2026. O vice-presidente é André Mendonça.

Quantos ministros tem o TSE?

Sete efetivos: três do STF, dois do STJ e dois advogados de notável saber jurídico, nomeados pelo presidente da República a partir de listas do STF. Cada vaga tem também um ministro substituto.

Quanto tempo dura o mandato de ministro do TSE?

Dois anos. Pelo artigo 121 da Constituição, ninguém pode ficar mais de dois biênios seguidos.

Quem é o procurador-geral da República?

Paulo Gonet Branco, no cargo desde 18 de dezembro de 2023. O Senado aprovou a recondução em 12 de novembro de 2025, e o novo mandato de dois anos começou em 19 de dezembro de 2025.

O que faz o procurador-geral eleitoral?

É o próprio procurador-geral da República atuando no TSE. Ele chefia o Ministério Público Eleitoral, que fiscaliza a eleição do registro das candidaturas à posse dos eleitos.

Como denunciar irregularidade na propaganda eleitoral?

Pelo aplicativo Pardal, do TSE, disponível para Android e iPhone, com acesso pelo e-Título ou pela conta gov.br. A identidade de quem denuncia fica sob sigilo.

#TSE#TribunalSuperiorEleitoral#PGR#PauloGonet#NunesMarques#Eleições2026#JustiçaEleitoral

Mais sobre o assunto

Últimas de Política

Todas as matérias de Política →

O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação

Debate : leia e comente

Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.

    Em alta agora

    1. TrânsitoBatida de frente na Mogi-Bertioga deixa um morto e cinco feridos em Mogi das Cruzes
    2. DinheiroCNJ lança calculadora de precatórios e RPVs; regras para a venda do crédito vão a voto
    3. Primeiro vooVoos regionais do VOA + SC ligam dez cidades catarinenses a partir de 3 de novembro
    4. Botafogo x vascoBotafogo x Vasco é hoje às 20h30 no Nilton Santos, com o Vasco a dois pontos do Z-4