Agronegócio

Produtor rural de São Paulo tem até 30 de novembro para atualizar o rebanho no Gedave

Quem ainda não declarou fica sem emitir GTA de bois e búfalos, e o fundo contra a febre aftosa cobra R$ 1,076 por cabeça, segundo a Secretaria de Agricultura.

Bois zebuínos junto à cerca de um curral do Instituto de Zootecnia, em Sertãozinho (SP)
Bois zebuínos em curral do Instituto de Zootecnia, em Sertãozinho (SP), em imagem de 2025.Foto: agriculturasp / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Os criadores de São Paulo têm até 30 de novembro para declarar os animais no Gedave, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Gedave é o sistema estadual de Gestão de Defesa Animal e Vegetal. Sem a declaração, não sai a Guia de Trânsito Animal (GTA) de bois e búfalos, exigida para vender ou transportar gado.

A campanha do segundo semestre começou em 1º de novembro e é coordenada pela Defesa Agropecuária, órgão da secretaria. O sistema abriu antes, em 28 de outubro, para quem quisesse adiantar o envio. Desde o início da campanha, a emissão da GTA de bovinos e bubalinos fica travada e só é liberada depois que o produtor conclui a declaração.

A lista vai muito além do boi. Entram búfalos, cavalos, jumentos, mulas, porcos, ovelhas, cabras, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e até o bicho-da-seda, segundo a secretaria.

A atualização duas vezes por ano é obrigatória desde 2023, quando São Paulo deixou de vacinar o gado contra a febre aftosa. Segundo o IBGE, o estado tinha 10,3 milhões de bois e vacas no fim de 2025, o 11º maior rebanho bovino do país.

Junto com a declaração, quem cria bovinos e búfalos paga a contribuição ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC). O valor segue em R$ 1,076 por animal, calculado com base na Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp). Um sítio com 50 cabeças, por exemplo, recolhe R$ 53,80 no semestre.

O dinheiro do fundo só pode ser usado para indenizar criadores com animais suspeitos, doentes ou sacrificados por causa da febre aftosa, segundo a secretaria. Em caso de foco, a Defesa Agropecuária pode determinar o abate sanitário, e o fundo garante o pagamento ao produtor.


O prazo da campanha termina na segunda-feira, 30 de novembro, e o mês tem dois feriados nacionais no caminho: a Proclamação da República, no domingo, 15, e o Dia da Consciência Negra, na sexta-feira, 20.

A declaração pode ser feita pelo próprio produtor no Gedave, com a senha de acesso, ou pessoalmente numa unidade da Defesa Agropecuária. Quem não tem senha, ou está com ela bloqueada, pede o cadastro ou o desbloqueio na unidade mais próxima. A secretaria orienta ligar antes para saber o horário de atendimento.

#Agronegócio#SãoPaulo#DefesaAgropecuária#FebreAftosa#GTA

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