Copom decide na quarta se a Selic segue em 13,75% ou tem o sexto corte do ano
No último Boletim Focus do Banco Central, a mediana do mercado previa 13,50%, mas a prévia da inflação de outubro subiu para 4,62% em 12 meses.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa nesta terça-feira (3) a reunião que define a taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano. A decisão sai na quarta (4) e mexe com o preço do crediário, do cartão e do financiamento.
É a sétima das oito reuniões de 2026. A Selic, a taxa básica de juros da economia, caiu de 15% para 13,75% entre março e setembro, em cinco cortes seguidos de 0,25 ponto, segundo o Banco Central. Se o ritmo for mantido, a taxa vai a 13,50%; se o comitê fizer uma pausa, fica onde está.
Fonte: Banco Central, decisões do Copom de 2026
No Boletim Focus publicado em 26 de outubro, 133 instituições enviaram ao Banco Central a projeção para esta reunião. A mediana apontava mais um corte agora, para 13,50%, e outro em dezembro, para 13,25%. As respostas foram coletadas até 23 de outubro.
O que pesa do outro lado é a inflação. A prévia de outubro, o IPCA-15, subiu 0,32% no mês e acumulou 4,62% em 12 meses, acima dos 4,47% de setembro, segundo o IBGE. O teto da meta é de 4,5%. No mesmo Focus, a projeção do mercado para o IPCA de 2026 estava em 5,19%.
No comunicado da última reunião, em 16 de setembro, o comitê não prometeu novos cortes. O texto diz que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
O Copom descreveu ainda um mercado de trabalho aquecido e projetou inflação de 3,2% no primeiro trimestre de 2028, o horizonte que guia as decisões.
Para quem tem dívida, a Selic é a referência dos juros do cartão, do cheque especial e dos empréstimos, embora cada corte leve meses para chegar ao balcão dos bancos. As taxas cobradas hoje estão no guia sobre juros do cartão e do empréstimo.
Para quem poupa, a poupança não muda enquanto a Selic ficar acima de 8,5%. Nesse caso, o rendimento segue em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), pela Lei 8.177/1991. Já o Tesouro Selic e os CDBs atrelados ao CDI acompanham cada movimento da taxa, como mostra a conta de quanto rendem R$ 1.000 em cada aplicação.
O comunicado com a decisão sai no início da noite de quarta-feira (4), no site do Banco Central, e a nova taxa vale a partir de quinta (5).
A ata, com os argumentos do comitê, costuma sair na terça-feira seguinte, que desta vez cai em 10 de novembro. O histórico das decisões do ano está no guia da taxa Selic e do calendário do Copom.
Em 12 de novembro, o IBGE divulga o IPCA fechado de outubro. A última reunião do Copom no ano será em 8 e 9 de dezembro.
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