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Morar nos Estados Unidos sendo brasileiro: os vistos que permitem a mudança e quanto custam

A Justiça americana derrubou em agosto a pausa nos vistos de imigrante para brasileiros, e o Departamento de Estado informou que cumpre a decisão.

Prédios do centro de Miami à beira-mar, em dia de céu azul
Prédios do centro de Miami, na Flórida, vistos do mar em dia de sol, em imagem de 2015.Foto: Michelle-Maria / Pixabay · licença Pixabay

Para morar nos Estados Unidos, o brasileiro precisa de um visto ligado a um motivo concreto: estudo, trabalho, família ou investimento. As taxas consulares vão de US$ 185 a US$ 315 por pessoa, segundo a tabela dos EUA para o Brasil. O visto de turista não permite morar nem trabalhar no país.

O caminho do green card mudou duas vezes neste ano. O Departamento de Estado suspendeu em 21 de janeiro de 2026 a emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil.

Uma decisão da Justiça federal americana de 21 de agosto anulou a medida, e o departamento informou em 28 de agosto que a pausa deixou de valer. Depois da decisão, o departamento disse que ajustaria a agenda de entrevistas para treinar os cônsules na nova análise sobre dependência de benefícios públicos.

A tabela abaixo resume os caminhos mais usados, com o que cada um exige, quanto custa e por quanto tempo vale.

CaminhoVistoO que exigeCusto oficialQuanto tempo vale
EstudoF-1Matrícula em escola autorizada e dinheiro para se manterUS$ 185 + US$ 350 de taxa SEVISEnquanto durar o curso
Trabalho especializadoH-1BOferta de empresa americana, diploma superior e sorteio anualUS$ 205 no consulado; a empresa paga US$ 215 de registro e US$ 780 do pedido, fora taxas extras3 anos, renovável até 6
Transferência dentro da empresaL-1Um ano de trabalho, nos últimos três, em empresa ligada à americanaUS$ 205 no consuladoAté 7 anos (L-1A) ou 5 anos (L-1B)
Talento reconhecidoO-1Prêmios, publicações ou destaque comprovado na áreaUS$ 205 no consuladoAté 3 anos, com renovações
Noivado com americanoK-1Casamento em até 90 dias depois da chegadaUS$ 265 no consulado90 dias, depois pedido de green card
FamíliaGreen cardCônjuge, filho, pai ou irmão cidadão americano, ou cônjuge e filho de residenteUS$ 675 do pedido em papel (US$ 625 on-line)Permanente
Emprego permanenteGreen card EB-1 ou EB-2Diploma avançado, habilidade excepcional ou extraordináriaUS$ 715 do pedido + até US$ 600Permanente
InvestimentoGreen card EB-5US$ 800 mil em área prioritária ou US$ 1,05 milhão, com dez empregos criadosUS$ 3.675 do pedido + US$ 1.000Permanente, com dois anos condicionais

Fonte: Departamento de Estado dos EUA, USCIS e ICE, tabelas vigentes em novembro de 2026

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Os valores em reais mudam todo dia com a cotação do dólar. A taxa consular é paga antes da entrevista, vale por 365 dias e não é devolvida se o visto for negado.

Trabalho, estudo e green card: o que cada visto exige

Os vistos de trabalho temporário mais pedidos por brasileiros são o H-1B, o L-1 e o O-1. Os três dependem de um pedido aprovado pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) antes da entrevista no consulado. Em novembro de 2026, a taxa consular de cada um é de US$ 205, segundo a tabela americana para o Brasil.

O H-1B é o visto de quem tem diploma superior e uma oferta de emprego numa função especializada, como engenharia, tecnologia, finanças ou saúde.

A empresa americana inscreve o candidato num sorteio anual e paga US$ 215 por registro. Se o nome for sorteado, a empresa paga US$ 780 pelo pedido em papel, além de taxas extras, como a de US$ 500 contra fraude, segundo o USCIS.

O visto vale três anos e pode ser renovado até seis. O cônjuge e os filhos menores vão juntos, com o visto de dependente H-4.

A cobrança extra de US$ 100 mil por novo pedido de H-1B, criada em setembro de 2025, está suspensa. Em 8 de junho de 2026, um tribunal federal de Massachusetts anulou a orientação que aplicava a cobrança.

O tribunal de apelação negou, em 24 de julho, o pedido do governo para suspender a decisão, e o USCIS informou que a cumpre. O Departamento de Segurança Interna disse que pretende voltar a cobrar se a decisão cair.

O L-1 serve a quem trabalha numa empresa com filial, matriz ou coligada nos Estados Unidos. A regra exige pelo menos um ano seguido de trabalho para o grupo, nos três anos anteriores, fora dos EUA. Gerentes e executivos usam o L-1A, que chega a sete anos; profissionais com conhecimento especializado usam o L-1B, de até cinco.

O O-1 é o visto de quem comprova habilidade extraordinária em ciência, artes, educação, negócios ou esporte. Contam prêmios, publicações, salário acima da média e participação em bancas e júris. O pedido em papel custa US$ 1.055 ao empregador ou agente, ou US$ 530 para pequena empresa e entidade sem fins lucrativos, segundo o USCIS.

Vistos americanos para brasileiros em 2025 e 2026
  • 21 de setembro de 2025Começa a cobrança extra de US$ 100 mil para novos pedidos de H-1B de quem está fora dos EUA
  • 14 de janeiro de 2026Departamento de Estado anuncia pausa nos vistos de imigrante para 75 países, entre eles o Brasil
  • 21 de janeiro de 2026A pausa entra em vigor; vistos de turismo, estudo e trabalho temporário continuam
  • 8 de junho de 2026Tribunal federal de Massachusetts anula a orientação da cobrança de US$ 100 mil do H-1B
  • 1º de julho de 2026Começa, em consulados selecionados, a taxa opcional de US$ 750 para antecipar a entrevista de turismo
  • 24 de julho de 2026Tribunal de apelação nega suspender a decisão, e o USCIS para de exigir os US$ 100 mil
  • 21 de agosto de 2026Justiça federal anula a pausa dos vistos de imigrante para os 75 países
  • 28 de agosto de 2026Departamento de Estado informa que a pausa dos 75 países deixou de valer

Quem tem só o passaporte brasileiro não pode pedir o E-2, o visto de quem abre ou compra um negócio nos EUA. Ele é reservado a cidadãos de países com tratado de comércio com os americanos, e o Brasil não está na lista do Departamento de Estado.

Quem tem também a cidadania portuguesa ou a italiana pode pedir pelo outro passaporte, com taxa consular de US$ 315.

O green card é a residência permanente nos Estados Unidos, e o brasileiro chega a ela por três vias principais: família, emprego ou investimento. Segundo o USCIS, cada via começa com um pedido próprio, de US$ 625 a US$ 3.675 em novembro de 2026. Depois vem a taxa do visto de imigrante, paga ao consulado.

Pela família, o cidadão americano pode pedir o green card do cônjuge, dos filhos e, se tiver 21 anos ou mais, dos pais e dos irmãos. O residente permanente pode pedir só para o cônjuge e os filhos solteiros.

Cônjuges, filhos solteiros menores de 21 anos e pais de cidadão não entram em fila anual. Os outros parentes esperam a vez numa fila por categoria e país, publicada todo mês pelo Departamento de Estado.

Quem se casou há menos de dois anos recebe primeiro um green card condicional, de dois anos. Perto do vencimento, o casal pede ao USCIS a retirada da condição, com provas de que o casamento continua.

Pelo emprego, a maior parte dos casos exige uma empresa americana e uma certificação do Departamento do Trabalho de que não há trabalhador local para a vaga.

Há duas exceções em que o próprio profissional faz o pedido. A primeira é a habilidade extraordinária (EB-1A). A segunda é a dispensa por interesse nacional (EB-2 NIW), para quem tem mestrado ou habilidade excepcional e um projeto útil ao país.

Nos dois casos, o formulário I-140 custa US$ 715 em papel ou US$ 665 on-line, mais US$ 300 de taxa do programa de asilo para quem pede em nome próprio.

O investimento mínimo do EB-5 é de US$ 800 mil em área rural ou de alto desemprego e de US$ 1,05 milhão nas demais, segundo o USCIS. O dinheiro precisa criar dez empregos em tempo integral para trabalhadores americanos.

Os valores, em vigor desde março de 2022, serão corrigidos pela inflação para pedidos feitos a partir de 1º de janeiro de 2027. O programa dos centros regionais, que reúne vários investidores num projeto, está autorizado até 30 de setembro de 2027.

Desde 18 de setembro de 2026, o pedido de green card feito dentro dos EUA usa um formulário I-485 novo. Ele foi ajustado à regra que avalia se o candidato pode depender de benefícios públicos. A taxa é de US$ 1.440 em papel.

Depois de cinco anos com green card, ou três se casado com cidadão americano, o residente pode pedir a cidadania. O pedido custa US$ 760 em papel ou US$ 710 on-line. Desde a Emenda Constitucional 131, de 2023, o brasileiro que se naturaliza americano não perde a nacionalidade brasileira, como explica o guia de dupla cidadania.

O visto F-1 é o caminho de quem vai fazer graduação, pós-graduação, curso técnico ou de inglês nos Estados Unidos. Em novembro de 2026, o estudante paga US$ 185 de taxa consular e US$ 350 da taxa SEVIS, o cadastro de estudantes estrangeiros gerido pelo ICE, a agência de imigração e alfândega.

Antes da entrevista, a escola autorizada emite o formulário I-20, que confirma a matrícula. O consulado pede prova de que o aluno tem dinheiro para pagar o curso e se manter. O intercâmbio com bolsa ou pesquisa usa o visto J-1, com taxa SEVIS de US$ 220.

O F-1 permite trabalhar no próprio campus, em geral até 20 horas por semana durante as aulas. Depois do curso, o treinamento prático opcional autoriza até 12 meses de trabalho na área estudada, com mais 24 meses para formados em ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Nesse período, o formado pode ser inscrito por um empregador no sorteio do H-1B.

Para quem se muda com filhos, a escola pública americana é gratuita do jardim de infância ao fim do ensino médio. A matrícula vale para toda criança que mora no distrito escolar, qualquer que seja a situação migratória da família.

O ano letivo começa entre agosto e setembro, ao contrário do calendário brasileiro, e a vaga é feita pelo endereço de casa.

Quanto custa viver nos Estados Unidos estado por estado

A renda mediana das famílias americanas foi de US$ 84.780 em 2025, segundo a Pesquisa sobre a Comunidade Americana do Census Bureau, o instituto oficial de estatística dos EUA. O valor muda muito entre os estados com mais brasileiros: passa de US$ 100 mil em Massachusetts, Nova Jersey e Connecticut e fica perto de US$ 81 mil na Flórida.

O Itamaraty estima 2,07 milhões de brasileiros vivendo nos Estados Unidos em 2025, à frente de Portugal, com 628 mil.

2,07 milhões

de brasileiros vivem nos Estados Unidos, a maior comunidade do país no exterior

Fonte: Itamaraty, estimativa de 2025

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Renda das famílias passa de US$ 100 mil em quatro estados (mediana anual em 2025, US$)
Nova Jersey107.797
Massachusetts106.539
Califórnia102.159
Connecticut100.056
Nova York89.210
Estados Unidos84.780
Texas82.625
Geórgia81.847
Flórida80.846

Fonte: Census Bureau, Pesquisa sobre a Comunidade Americana, outubro de 2026

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A moradia é o maior gasto. O aluguel mediano, somado às contas de luz, gás e água, foi de US$ 1.487 por mês em 2024, alta de 2,7% em um ano, segundo o Census Bureau. Nas regiões metropolitanas, a renda também sobe: a mediana chega a US$ 118.759 na área de Boston e a US$ 85.175 na de Orlando.

O salário mínimo é definido por hora e varia de estado para estado. O piso federal está em US$ 7,25 desde 2009, mas a maior parte dos estados com muitos brasileiros paga mais, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA.

EstadoSalário mínimo por hora
Nova York (capital, Long Island e Westchester)US$ 17,00
ConnecticutUS$ 16,94
CalifórniaUS$ 16,90
Nova York (demais regiões)US$ 16,00
Nova JerseyUS$ 15,92
Flórida (desde 30 de setembro de 2026)US$ 15,00
MassachusettsUS$ 15,00
Texas e Geórgia (piso federal)US$ 7,25

Fonte: Departamento do Trabalho dos EUA, julho de 2026, e Constituição da Flórida

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Nos Estados Unidos não há sistema público e universal de saúde como o SUS.

O seguro costuma vir do empregador, e quem não tem esse benefício compra um plano no mercado oficial do governo, com desconto conforme a renda. Antes da mudança, vale pôr o seguro saúde na conta do primeiro mês, ao lado do aluguel e do depósito de garantia.

Imposto nos EUA e saída definitiva do Brasil

O estrangeiro vira residente fiscal nos Estados Unidos quando recebe o green card ou quando passa no teste de presença substancial do IRS, a Receita Federal americana. O teste exige 31 dias no país no ano e 183 dias em três anos. Contam o ano atual inteiro, um terço do anterior e um sexto do retrasado.

O residente declara a renda do mundo inteiro, inclusive aluguel, juros e dividendos que continuam vindo do Brasil. Estudantes com visto F-1 ficam fora da contagem de dias, em regra, nos cinco primeiros anos civis no país, segundo o IRS.

Em 2026, a dedução padrão é de US$ 16.100 para quem declara sozinho e de US$ 32.200 para casais que declaram juntos. Sobre o que passa disso, as alíquotas federais vão de 10% a 37%:

Renda tributável anual (declaração individual)Alíquota federal
Até US$ 12.40010%
De US$ 12.400 a US$ 50.40012%
De US$ 50.400 a US$ 105.70022%
De US$ 105.700 a US$ 201.77524%
De US$ 201.775 a US$ 256.22532%
De US$ 256.225 a US$ 640.60035%
Acima de US$ 640.60037%

Fonte: IRS, valores para o ano fiscal de 2026

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Sobre o salário, o empregado também contribui com 6,2% para a previdência americana e 1,45% para o Medicare, o seguro saúde público dos idosos. Os estados cobram imposto à parte: Flórida e Texas não têm imposto de renda estadual, e Massachusetts cobra alíquota única de 5% na maior parte da renda.

O Brasil não tem acordo para evitar a dupla tributação com os Estados Unidos, segundo a lista da Receita Federal. Na previdência, porém, vale desde 1º de outubro de 2018 o acordo assinado pelos dois países, promulgado pelo Decreto 9.422/2018. Ele permite somar o tempo de contribuição ao INSS e à previdência americana para cumprir a carência de aposentadoria.

A saída definitiva encerra a residência fiscal no Brasil e evita que o brasileiro pague imposto de renda nos dois países sobre o mesmo salário. Segundo a Receita Federal, o calendário de quem se muda em 2026 tem três etapas:

  • Antes do embarqueNomear um procurador no Brasil e avisar bancos e corretoras da mudança
  • Até o fim de fevereiro de 2027Comunicação de Saída Definitiva do País, com a data em que deixou de ser residente
  • No prazo do Imposto de Renda de 2027Declaração de Saída Definitiva do País, com a renda até a mudança e os bens nessa data

Sem a comunicação, a pessoa continua residente fiscal até completar 12 meses seguidos fora do país e declara no Brasil a renda do mundo inteiro nesse período. Sem acordo contra a dupla tributação com os EUA, esse é o erro que mais pesa no bolso, como detalha o guia de saída definitiva.

Depois da saída, o Brasil cobra só sobre a renda que continua vindo do país, retida na fonte: 15% sobre aluguel, 10% sobre dividendos e 25% sobre salários e serviços. O CPF e o passaporte seguem válidos, e o título de eleitor pode ser transferido para votar no exterior.

Quem deixa o Brasil em 2026 entrega a Declaração de Saída Definitiva do País no prazo do Imposto de Renda de 2027. A Receita Federal divulga as datas no início do ano.

Como citar: Ouviram (3 nov. 2026). «Morar nos Estados Unidos sendo brasileiro: os vistos que permitem a mudança e quanto custam». ouviram.com.br/mundo/morar-nos-estados-unidos-brasileiro-vistos-custo-impostos

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Dá para entrar com visto de turista e trocar para visto de estudante nos EUA?

O USCIS aceita o pedido de mudança de status pelo formulário I-539, com taxa de US$ 470 em papel. A pessoa precisa estar com o status em dia e não pode começar as aulas antes da aprovação.

Brasileiro precisa de visto americano só para fazer conexão nos EUA?

Precisa. Os Estados Unidos não têm área de trânsito sem visto, e o passageiro usa o visto de turista ou o de trânsito (C), com taxa de US$ 185, segundo a tabela consular para o Brasil.

Quem mora nos Estados Unidos pode votar nas eleições do Brasil?

Pode, desde que transfira o título de eleitor para o exterior. Segundo o TSE, o eleitor que mora fora vota só para presidente, em seções montadas nos consulados e embaixadas.

Filho de brasileiro nascido nos EUA é brasileiro?

É brasileiro nato, pela Constituição, quando é registrado em repartição consular brasileira ou quando vem morar no Brasil e opta pela nacionalidade. A criança também tem a cidadania americana.

O CPF continua valendo para quem mora nos Estados Unidos?

Continua. Depois da saída definitiva, o cadastro do CPF passa a ter o endereço do exterior, e o documento segue necessário para conta, investimentos e imóveis no Brasil.

#EstadosUnidos#MorarFora#USCIS#IRS#ReceitaFederal

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  1. 1. Quanto custa a taxa consular do visto de estudante F-1 para brasileiros?

  2. 2. Quantos dias de presença ponderada tornam o estrangeiro residente fiscal nos EUA?

  3. 3. Quantos brasileiros vivem nos Estados Unidos, segundo o Itamaraty?

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