Piracema começa em SP, PR, MG e GO e proíbe pesca de peixes nativos até 28 de fevereiro
Mato Grosso do Sul adota o dia 5 nos rios estaduais, e a infração custa de R$ 700 a R$ 100 mil, com R$ 20 a mais por quilo apreendido.

A pesca de peixes nativos está proibida desde este domingo (1º) em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais, em Goiás e no Tocantins, segundo os órgãos ambientais estaduais. A regra já vale neste feriadão e segue até 28 de fevereiro de 2027.
As datas mudam de um estado para outro. Em Mato Grosso do Sul, o defeso começou hoje na calha do rio Paraná. Chega ao rio Paraguai e aos demais rios estaduais na quinta-feira (5), segundo o Instituto de Meio Ambiente do estado (Imasul).
Em Mato Grosso, a proibição alcança a pesca no Pantanal. Vale desde 1º de outubro e termina em 31 de janeiro, por decisão do Conselho Estadual de Pesca.
Piracema é palavra de origem tupi e nomeia a subida dos peixes pelos rios para se reproduzir. Nessa fase, as espécies nativas se deslocam e ficam mais vulneráveis à captura, segundo o Instituto Água e Terra (IAT), do Paraná.
Em nota do governo paranaense, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro César de Goes, explicou o motivo da regra. “Durante o período de defeso, é fundamental respeitar as restrições à pesca para garantir a reprodução natural dos peixes e contribuir para a conservação das espécies nativas”, disse.
Quem aproveita o feriadão de Finados para pescar precisa conferir a regra do estado. Tilápia e tucunaré seguem liberados em São Paulo e no Paraná, mas Goiás só aceita o pesque e solte em reservatórios.
| Estado | Período | O que vale |
|---|---|---|
| São Paulo | 1º/11 a 28/2 | Só espécies não nativas; amador leva até 10 kg mais um exemplar |
| Paraná | 1º/11 a 28/2 | Inclui a bacia do Iguaçu; exóticos e híbridos ficam fora da restrição |
| Minas Gerais | 1º/11 a 28/2 | Exóticos e híbridos, com licença; até 3 kg mais um exemplar |
| Goiás | 1º/11 a 28/2 | Pesque e solte só em reservatórios, com anzol sem fisga |
| Tocantins | 1º/11 a 28/2 | Pesque e solte com anzol sem fisga; tilápia e bagre-africano liberados |
| Mato Grosso do Sul | 1º/11 no rio Paraná, 5/11 nos demais, até 28/2 | Pesca proibida; dourado vetado o ano inteiro |
| Mato Grosso | 1º/10 a 31/1 | Só pesca de subsistência desembarcada |
Fonte: Polícia Militar Ambiental de São Paulo, IAT, IEF, Semad-GO, Diário Oficial do Tocantins, Imasul e Sema-MT, novembro de 2026.
Nos rios de outras regiões, os calendários são próprios, e a confirmação cabe ao órgão ambiental de cada estado. A pesca de subsistência de ribeirinhos também segue regra estadual, sempre sem venda do pescado.
Pescar no período proibido é crime ambiental. A Lei 9.605/1998 prevê detenção de um a três anos, multa ou as duas penas. O Decreto federal 6.514/2008 fixa multa de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo, e barcos e equipamentos podem ser apreendidos.
Na temporada passada, o Paraná abordou 554 embarcações em 41 municípios, apreendeu 222 quilos de peixe e aplicou R$ 169.262 em multas, segundo o IAT. Em Mato Grosso do Sul, o Imasul destacou 40 servidores para a operação deste ano e prevê vistoriar de 30 a 50 estabelecimentos, sem aviso prévio.
No Paraná, peixarias, restaurantes e supermercados que vendem peixe nativo da pesca têm até quarta-feira (4) para declarar o estoque, só pela internet, no e-Protocolo.
Pescadores artesanais que dependem dos rios podem pedir o seguro-defeso, de R$ 1.621 por mês em 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
No Paraná, a denúncia de pesca irregular pode ser feita de forma anônima pelo telefone 181, segundo o IAT.
Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas
Mais sobre o assunto
Últimas de Brasil
- Justiça de SP condena Sérgio Maurício a pagar R$ 10 mil a Erika Hilton e a se retratar
- Onça-pintada Ibaca morre no Pantanal de MT após resgate com cerca de 30 quilos
- Etecs e Trilhas de Futuro adiam fim das inscrições para 10 de novembro
- Pará tem recorde de queimadas em outubro na série do INPE, e Santarém proíbe o fogo
- Passarela das Cataratas reabre depois de 20 dias fechada pela maior cheia do ano
O que você achou desta matéria?
O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação







Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.