Balança comercial tem superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro, puxado pelo petróleo
As exportações somaram US$ 37,81 bilhões, alta de 20% em um ano, e as vendas para os Estados Unidos subiram 87%, segundo o MDIC.

A balança comercial teve superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro, alta de 39,4% em um ano, informou o MDIC nesta sexta-feira (6). O saldo é o maior para o mês na série do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, iniciada em 1989.
Superávit quer dizer que entraram no país mais dólares com a venda de mercadorias do que saíram com as compras. Esse fluxo ajuda a abastecer o mercado de câmbio e pesa na cotação do dólar, que influencia o preço de combustíveis, trigo e eletrônicos importados.
| Outubro | 2025 | 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Exportações | US$ 31,51 bi | US$ 37,81 bi | +20,0% |
| Importações | US$ 24,82 bi | US$ 28,49 bi | +14,8% |
| Saldo | US$ 6,69 bi | US$ 9,32 bi | +39,4% |
| Corrente de comércio | US$ 56,33 bi | US$ 66,30 bi | +17,7% |
Fonte: MDIC, 6 de novembro de 2026.
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, é recorde para um mês de outubro, segundo o ministério.
O petróleo explica boa parte do resultado. O óleo bruto rendeu US$ 8,54 bilhões, alta de 122,6% em um ano, segundo o Comex Stat, a base de dados do MDIC. A produção maior e um preço médio 36,7% mais alto, depois do agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram essas vendas.
Fonte: MDIC, 6 de novembro de 2026
Na indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, as exportações cresceram 53,5%. A agropecuária avançou 12,8%, com soja e café, e a indústria de transformação, 7,7%, com combustíveis, farelo de soja, celulose e carne de aves. São cadeias que vão do pré-sal fluminense à soja de Mato Grosso e aos cafezais do sul de Minas.
Os destinos também mudaram. As vendas para os Estados Unidos chegaram a US$ 4,3 bilhões, ante US$ 2,3 bilhões um ano antes, e a fatia do país nas exportações brasileiras subiu de 7,3% para 11,4%. A China continua na frente, com US$ 8,6 bilhões, queda de 5,3%, e sua fatia caiu de 28,8% para 22,7%. A da União Europeia passou de 14,5% para 16%.
As compras do exterior também aceleraram. Os combustíveis subiram 86,8%, para US$ 4,5 bilhões, e os bens de consumo, 25,9%, para US$ 5,1 bilhões. Máquinas e equipamentos, os chamados bens de capital, tiveram alta menor, de 4%, para US$ 3,7 bilhões.
De janeiro a outubro, o saldo soma US$ 71,04 bilhões, 34,1% acima de um ano antes. Em setembro, o saldo comercial havia sido de US$ 7,74 bilhões. Na revisão de outubro, o MDIC reduziu de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões a previsão para 2026. A lista do que o Brasil mais exporta mostra quais produtos sustentam essa conta.
Quem quer saber o que a própria cidade vende ao exterior pode consultar de graça o Comex Stat, site do MDIC, que separa os dados por município, produto e país. O ministério divulga as parciais de novembro às segundas-feiras, e a primeira está prevista para o dia 9, entre 15h e 15h30.
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