Juros e inflaçãoGuia
Cesta básica vai de R$ 587,76 em Aracaju a R$ 922,51 em São Paulo, mostram Dieese e Conab
Quem recebe o salário mínimo precisa, em média, de 102 horas e 11 minutos de trabalho por mês para comprar os alimentos do levantamento.

São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil, R$ 922,51, e Aracaju, a mais barata, R$ 587,76, segundo o Dieese e a Conab. Na pesquisa de setembro, a compra subiu nas 27 capitais e leva, em média, 50,21% da renda líquida de quem recebe o salário mínimo.
27 de 27
capitais pagaram mais pela cesta em setembro do que em agosto
Fonte: Dieese e Conab, setembro de 2026
| Capital | Cesta | No mês | Em 12 meses | Trabalho | Parte do mínimo |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º São Paulo | R$ 922,51 | 2,43% | 9,53% | 125h12 | 61,52% |
| 2º Florianópolis | R$ 915,62 | 7,61% | 12,89% | 124h16 | 61,06% |
| 3º Rio de Janeiro | R$ 913,46 | 7,32% | 14,29% | 123h58 | 60,92% |
| 4º Cuiabá | R$ 891,24 | 4,66% | 12,24% | 120h58 | 59,44% |
| 5º Porto Alegre | R$ 889,15 | 5,93% | 9,58% | 120h40 | 59,30% |
| 6º Curitiba | R$ 841,93 | 5,39% | 11,43% | 114h16 | 56,15% |
| 7º Vitória | R$ 829,14 | 4,95% | 11,29% | 112h32 | 55,30% |
| 8º Goiânia | R$ 808,01 | 4,54% | 13,72% | 109h40 | 53,89% |
| 9º Campo Grande | R$ 806,56 | 0,18% | 3,32% | 109h28 | 53,79% |
| 10º Belo Horizonte | R$ 802,99 | 5,72% | 11,72% | 108h59 | 53,55% |
| 11º Fortaleza | R$ 779,96 | 3,23% | 15,14% | 105h52 | 52,02% |
| 12º Brasília | R$ 773,78 | 5,37% | 7,50% | 105h01 | 51,61% |
| 13º Palmas | R$ 752,68 | 4,75% | 11,04% | 102h09 | 50,20% |
| 14º Belém | R$ 731,62 | 3,17% | 8,74% | 99h17 | 48,79% |
| 15º Macapá | R$ 720,01 | 2,47% | 7,03% | 97h43 | 48,02% |
| 16º Boa Vista | R$ 699,75 | 0,24% | 2,61% | 94h58 | 46,67% |
| 17º Teresina | R$ 698,55 | 1,27% | 8,14% | 94h49 | 46,59% |
| 18º São Luís | R$ 692,94 | 4,71% | 11,06% | 94h02 | 46,21% |
| 19º Porto Velho | R$ 691,25 | 3,98% | 11,30% | 93h49 | 46,10% |
| 20º Rio Branco | R$ 678,35 | 2,83% | 9,24% | 92h04 | 45,24% |
| 21º Manaus | R$ 676,18 | 1,53% | 5,27% | 91h46 | 45,10% |
| 22º Recife | R$ 663,48 | 3,18% | 7,72% | 90h03 | 44,25% |
| 23º João Pessoa | R$ 660,21 | 2,98% | 8,07% | 89h36 | 44,03% |
| 24º Natal | R$ 635,60 | 1,30% | 4,15% | 86h16 | 42,39% |
| 25º Salvador | R$ 634,67 | 0,92% | 5,47% | 86h08 | 42,33% |
| 26º Maceió | R$ 631,28 | 0,61% | 6,42% | 85h41 | 42,10% |
| 27º Aracaju | R$ 587,76 | 2,94% | 6,35% | 79h46 | 39,20% |
Fonte: Dieese e Conab, Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, setembro de 2026.
A pesquisa sai todo mês, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A edição de setembro foi publicada em 9 de outubro. A de outubro ainda não saiu, e as deste ano apareceram sempre entre os dias 8 e 11 do mês seguinte.
A coluna de trabalho mostra quantas horas pagas pelo salário mínimo de R$ 1.621 cobrem a compra, numa jornada de 220 horas por mês. A última coluna divide a cesta pelo mínimo líquido, de R$ 1.499,43 depois dos 7,5% do INSS. A média simples das capitais é de R$ 752,91.
O peso cresceu em um ano, segundo o Dieese e a Conab. Em setembro de 2025, a compra levava 99 horas e 53 minutos de trabalho e 49,09% do mínimo líquido.
Listas diferentes no Sul e no Nordeste
O ranking não compara compras iguais. A lista vem do Decreto-Lei 399, de 1938, que fixou a ração mínima de um trabalhador adulto por mês, e as quantidades mudam conforme a região.
| Alimento | Sudeste, Goiás e DF | Norte e Nordeste | Sul, MT e MS |
|---|---|---|---|
| Carne bovina | 6 kg | 4,5 kg | 6,6 kg |
| Leite | 7,5 litros | 6 litros | 7,5 litros |
| Feijão | 4,5 kg | 4,5 kg | 4,5 kg |
| Arroz | 3 kg | 3,6 kg | 3 kg |
| Farinha | 1,5 kg de trigo | 3 kg de mandioca | 1,5 kg de trigo |
| Batata | 6 kg | não entra | 6 kg |
| Tomate | 9 kg | 12 kg | 9 kg |
| Pão francês | 6 kg | 6 kg | 6 kg |
| Café em pó | 600 g | 300 g | 600 g |
| Banana | 90 unidades | 90 unidades | 90 unidades |
| Açúcar | 3 kg | 3 kg | 3 kg |
| Óleo | 750 g | 750 g | 900 g |
| Manteiga | 750 g | 750 g | 750 g |
Fonte: Decreto-Lei 399/1938, em tabela da metodologia do Dieese, 2025.
A carne é o item que mais pesa em todas as capitais, pelos gastos por produto que a pesquisa publica. Ela leva 42,2% do valor em Curitiba, onde a lista tem 6,6 quilos, e 26,2% em Porto Velho, com 4,5 quilos. Por isso a média regional abre tanta distância.
Fonte: Dieese e Conab, setembro de 2026
Para medir só a diferença de preço, o Ouviram aplicou as quantidades do Sudeste a todas as capitais, nos 11 alimentos comuns. São Paulo segue no topo, com R$ 863,50, e Aracaju, no fim, com R$ 644,49. A distância entre as duas cai de R$ 334,75 para R$ 219,01.
| Capital | Lugar na pesquisa | Lugar com a mesma lista | Mesma lista |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 1º | 1º | R$ 863,50 |
| Rio de Janeiro | 3º | 2º | R$ 857,72 |
| Fortaleza | 11º | 3º | R$ 846,62 |
| Palmas | 13º | 7º | R$ 796,69 |
| Belém | 14º | 8º | R$ 774,65 |
| Curitiba | 6º | 11º | R$ 761,24 |
| Campo Grande | 9º | 16º | R$ 737,32 |
| Brasília | 12º | 19º | R$ 729,10 |
| Aracaju | 27º | 27º | R$ 644,49 |
Fonte: cálculo do Ouviram com preços do Dieese e da Conab, setembro de 2026.
Fortaleza é a maior surpresa. A capital cearense tem a carne e o pão francês mais caros do país. Ela aparece no meio da tabela oficial porque a lista local leva menos carne e dispensa a batata.
Entre as regiões, o Sudeste passa à frente, com média de R$ 812,76, e a distância do Sul para o Nordeste encolhe de R$ 217,29 para R$ 76,32.
A ampliação da pesquisa para 27 capitais, em 2025, trouxe dez cidades novas, a maioria do Norte e do Nordeste. “Com esse levantamento mensal, nós teremos maior isonomia entre os diferentes estados do país”, disse Silvio Porto, diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, em agosto de 2025.
Tomate e batata puxaram a alta de setembro
Setembro interrompeu dois meses de queda. O relatório liga o salto do tomate à maturação mais lenta do fruto, por causa do frio, e o da batata às chuvas, que reduziram a oferta. A carne subiu com a entressafra e o maior volume exportado.
| Alimento | De agosto para setembro | Em 12 meses |
|---|---|---|
| Tomate | alta em 26 capitais, até 65,55% em Florianópolis | alta em 26, até 72,07% em Palmas |
| Batata | alta nas 11 capitais onde é coletada, até 46,03% no Rio | alta nas 11, até 139,35% no Rio |
| Carne bovina | alta em 23, até 11,70% em São Luís | alta em todas, até 21,09% em Rio Branco |
| Arroz agulhinha | alta em 24, até 10,39% em São Luís | queda em 18, até 18,41% em Boa Vista |
| Leite integral | alta em 16, até 12,10% em Macapá | alta em 26, até 27,60% no Recife |
| Feijão carioca | queda em 18, até 8,07% em Salvador | alta em todas as 22 onde é coletado, até 61,28% em Macapá |
| Feijão preto | alta nas 5 onde é coletado, até 1,95% no Rio | alta nas 5, até 35,73% em Curitiba |
| Óleo de soja | alta em 23, até 5,84% em Porto Velho | queda em 22, até 12,25% em Boa Vista |
| Açúcar cristal | alta em 18, até 5,08% em Natal | queda em todas, até 26,04% em Campo Grande |
| Café em pó | queda em 25, até 11,28% em São Luís | queda em todas, até 24,50% no Rio |
Fonte: Dieese e Conab, setembro de 2026.
A lista também traz alívio. O relatório atribui a queda do café à maior oferta e à perspectiva de boa safra. Óleo e arroz seguem mais baratos que há um ano na maior parte das capitais, mesmo com a alta do mês.
O IBGE captou o mesmo movimento no IPCA de setembro, que mede a inflação oficial: a comida comprada para casa subiu 0,96%, e o tomate, 37,76%.
Onde cada alimento custa menos
O preço do mesmo produto chega a dobrar de uma capital para outra. O pão francês de Fortaleza custa o dobro do de Boa Vista, e o tomate do Rio, 2,6 vezes o de Maceió.
| Alimento | Mais barato | Mais caro |
|---|---|---|
| Carne de primeira (kg) | Porto Velho, R$ 40,32 | Fortaleza, R$ 56,32 |
| Leite integral (litro) | Porto Alegre, R$ 5,67 | Macapá, R$ 8,80 |
| Feijão preto (kg) | Curitiba, R$ 6,42 | Florianópolis, R$ 7,48 |
| Feijão carioca (kg) | Cuiabá, R$ 8,13 | Palmas, R$ 10,98 |
| Arroz agulhinha (kg) | Vitória, R$ 4,09 | Recife, R$ 6,00 |
| Farinha de trigo (kg) | Porto Alegre, R$ 4,10 | São Paulo, R$ 5,25 |
| Farinha de mandioca (kg) | Fortaleza, R$ 5,14 | Boa Vista, R$ 9,20 |
| Batata (kg) | Campo Grande, R$ 5,44 | São Paulo, R$ 8,52 |
| Tomate (kg) | Maceió, R$ 4,87 | Rio de Janeiro, R$ 12,66 |
| Pão francês (kg) | Boa Vista, R$ 10,96 | Fortaleza, R$ 22,26 |
| Café em pó (kg) | Vitória, R$ 44,98 | Goiânia, R$ 67,57 |
| Banana (dúzia) | Natal, R$ 6,80 | Porto Velho, R$ 13,26 |
| Açúcar cristal (kg) | Cuiabá e Porto Velho, R$ 2,83 | Macapá, R$ 4,12 |
| Óleo de soja (unidade) | Campo Grande, R$ 7,19 | Recife, R$ 9,28 |
| Manteiga (kg) | Belo Horizonte, R$ 45,43 | Palmas, R$ 78,06 |
Fonte: Dieese e Conab, sistema de consulta da cesta, preços médios de setembro de 2026.
A coleta acontece de segunda a sexta, durante quatro semanas, em supermercados, feiras, açougues, padarias e atacarejos, segundo a metodologia do Dieese. Na carne, o levantamento considera coxão mole, coxão duro e patinho, todos sem osso.
Do pico de junho à nova alta de setembro
O peso da cesta caiu em janeiro, com o novo salário mínimo, e chegou ao maior nível do ano em junho. Julho e agosto trouxeram alívio, e setembro voltou a pesar mais no bolso.
Fonte: Dieese e Conab, edições de dezembro de 2025 a setembro de 2026
- JaneiroCusto sobe em 24 capitais.
- Março a maioAlta nas 27 capitais por três meses seguidos.
- JunhoSão Paulo chega a R$ 965,47, o maior valor do ano até setembro.
- JulhoCusto cai em 26 capitais.
- AgostoCusto cai em 25 capitais.
No acumulado de 2026, de dezembro a setembro, Porto Velho tem a maior alta, de 16,76%, e Campo Grande, a menor, de 3,95%, segundo o Dieese e a Conab. Rio de Janeiro, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba e Vitória também passam de 14%.
O salário mínimo subiu 6,79% em janeiro, de R$ 1.518 para R$ 1.621. A cesta aumentou mais do que isso em 12 meses em 20 capitais.
Como calcular o peso no seu salário
A pesquisa não vai ao interior, então use a capital do seu estado como referência. Quem vive em Campinas olha São Paulo.
- Encontre o valor da sua capital na primeira tabela.
- Divida esse valor pelo salário líquido, o que cai na conta, e multiplique por 100.
- Para dois adultos e duas crianças, multiplique a cesta por três antes de dividir.
Por exemplo, com R$ 2.500 líquidos, uma pessoa em Salvador compromete 25,4% da renda com a cesta. Em Curitiba, a mesma renda compromete 33,7%. Uma família de quatro pessoas gasta R$ 1.990,44 no Recife e R$ 2.767,53 em São Paulo.
O fator três vem da metodologia do Dieese, que considera que duas crianças comem como um adulto.
A mesma conta leva ao salário mínimo necessário, estimado em R$ 7.750,01 em setembro, 4,78 vezes o piso em vigor. O Dieese parte da cesta mais cara e usa a parcela de 35,71% da comida no orçamento familiar, de uma pesquisa própria de 1994 e 1995.
Esse valor é uma referência técnica e não muda o que as empresas pagam: o piso nacional é fixado por decreto. O projeto de Orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.741 em 2027. Com esse valor e os preços de setembro, o peso médio da cesta cairia de 50,21% para 46,75%.
Quem não consegue fechar a conta do mês tem porta de entrada na assistência social. Famílias inscritas no Cadastro Único com renda de até R$ 218 por pessoa podem receber o Bolsa Família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. A inscrição é feita no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade.
A cesta da pesquisa e a cesta sem imposto
A lista de 1938 não é a mesma da reforma tributária. A Lei Complementar 214/2025 definiu os produtos da Cesta Básica Nacional de Alimentos, com alíquota zero de CBS e IBS, os novos tributos sobre o consumo, pelo artigo 125.
A reforma tributária começa a valer de fato em janeiro de 2027, com a CBS no lugar de PIS e Cofins. Arroz, feijão, leite, café, açúcar, pão francês e carnes estão na lista nacional. Frutas e hortaliças também têm alíquota zero, por outro anexo da lei. Boa parte dos 13 alimentos da pesquisa fica, assim, fora da nova cobrança.
Cenoura, melancia e mamão ficaram mais baratos no atacado
A Conab acompanha os preços de atacado nas Ceasas, as centrais de abastecimento que vendem a feirantes e mercados. O boletim mais recente, de 27 de outubro, cobre setembro e a primeira quinzena de outubro.
- CenouraCaiu 16,03% em setembro, na média das Ceasas.
- MelanciaRecuou 11,06% no mês.
- MamãoRecuou 8,92% no mês.
- BananaCaiu 2,63% em setembro e seguiu em baixa na maior parte das Ceasas na primeira quinzena de outubro.
- BatataFicou estável em São Paulo em outubro, caiu 7,7% no Rio e subiu 12% em Belo Horizonte.
- TomateContinuou subindo em outubro, 10% em São Paulo, 23% em Curitiba, 36% em Salvador e 44% em Brasília e Palmas.
O tomate merece atenção nas próximas compras. A Conab alerta que um El Niño forte, no fim de 2026 e no início de 2027, deve afetar o ritmo da colheita. Cada capital tem um mercado próprio: em setembro, o quilo no atacado foi de R$ 2,52 no Recife a R$ 10,93 em Rio Branco.
Safra de grãos cresce e preço mundial de alimentos recua
A Conab estima a safra 2026/27 em 367,1 milhões de toneladas, 1,4% acima da anterior, com feijão estável em 2,9 milhões de toneladas. O arroz deve recuar 2,9%, para 10,8 milhões, e o trigo, 27,2%, para 5,7 milhões.
No mundo, o índice de preços de alimentos da FAO, a agência da ONU para o tema, caiu 1,2% em outubro, para 133,9 pontos.
Os próximos números têm calendário curto.
- Até 11 de novembroDieese e Conab devem publicar os preços de outubro.
- 12 de novembroO IBGE divulga o IPCA de outubro.
- 4 de dezembroA FAO atualiza o índice mundial de alimentos.
- 1º de janeiro de 2027Entram em vigor a CBS e o novo salário mínimo.
Como calculamos. A lista comum soma, em cada capital, os preços médios de setembro de 11 alimentos nas quantidades do Sudeste, sem batata e farinha. As médias regionais são simples, sem peso por população. Os percentuais de renda dividem a cesta pelo salário líquido do exemplo, e o de 2027 desconta 7,5% de INSS do novo mínimo.
Como citar: Ouviram (6 nov. 2026). «Cesta básica vai de R$ 587,76 em Aracaju a R$ 922,51 em São Paulo, mostram Dieese e Conab». ouviram.com.br/economia/cesta-basica-por-capital-dieese-ranking
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Quem tem direito a cesta básica da empresa?
A cesta aparece em convenções e acordos coletivos registrados no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, com valor e regras de cada categoria. O sindicato informa o que vale para a sua.
Quem pode receber cesta de alimentos do governo federal?
A Ação de Distribuição de Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Social com a Conab, atende povos indígenas, comunidades tradicionais em insegurança alimentar e pessoas afetadas por emergências. Municípios com emergência reconhecida pela Defesa Civil Nacional fazem o pedido.
Produtos de limpeza entram na cesta básica?
A pesquisa cobre só os alimentos fixados pelo Decreto-Lei 399, de 1938. Produtos de limpeza e higiene ficam fora do cálculo e entram nas outras despesas da família.
Desde quando existe a pesquisa da cesta básica?
São Paulo tem dados desde janeiro de 1959. As 27 capitais passaram a ser divulgadas em agosto de 2025, depois do acordo firmado entre o Dieese e a Conab em 2024.
Qual a diferença entre a cesta básica e o IPCA?
A cesta soma o gasto com alimentos em quantidades fixas, nas 27 capitais. O IPCA, do IBGE, acompanha 377 produtos e serviços, como luz, aluguel e transporte, por isso as duas taxas costumam ser diferentes.
Onde consultar o preço de cada alimento em meses anteriores?
O sistema de consulta da cesta, no site do Dieese, mostra preço médio, gasto mensal e tempo de trabalho por capital e por produto. Basta escolher a cidade, o dado e o período.
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1. Qual capital teve a cesta básica mais cara em setembro de 2026?
São Paulo ficou em R$ 922,51, à frente de Florianópolis, com R$ 915,62, e do Rio, com R$ 913,46, segundo o Dieese e a Conab.
2. Que alimento ficou mais barato em 12 meses nas 27 capitais?
O café caiu em todas as capitais, até 24,50% no Rio, segundo o Dieese e a Conab. A carne subiu em todas.
3. Quantas pessoas tem a família do cálculo do salário mínimo necessário?
São dois adultos e duas crianças, segundo a metodologia do Dieese. As duas crianças contam como um adulto, e por isso a cesta é multiplicada por três.
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