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R$ 1 milhão rende R$ 9.305 por mês no CDB e R$ 6.908 na poupança em 2026
A conta usa o CDI de 13,65% ao ano do Banco Central e mostra que, descontada a inflação de 4,58% do IBGE, o ganho real fica perto de R$ 63 mil em 12 meses.

Um milhão de reais num CDB de 100% do CDI rende, em média, R$ 9.305 por mês já sem imposto, pela taxa do Banco Central de 26 de outubro. Na poupança, o mesmo valor rende R$ 6.908 por mês, sem imposto.
A conta vale para quem aplica nesta quarta-feira, 28 de outubro, e deixa o dinheiro parado por um ano, com juros estáveis. Em 12 meses, o CDB entrega R$ 111.661 líquidos, e a poupança, R$ 82.892. A diferença passa de R$ 28 mil no ano.
- Meta da Selic13,75% ao ano, decidida pelo Copom em 16 de setembro
- CDI13,65% ao ano em 26 de outubro, ou 0,050788% por dia útil
- Poupança0,5% ao mês + TR; 0,6607% para depósitos de 26 de outubro
- Inflação em 12 meses4,58% até setembro, pelo IPCA do IBGE
- Imposto em 12 meses17,5% do ganho, exceto poupança, LCI e LCA
- Garantia do FGCAté R$ 250 mil por CPF em cada instituição
- Próximo CopomDecisão em 4 de novembro
| Aplicação de R$ 1 milhão | Rendimento líquido por mês (média) | Rendimento líquido em 12 meses | Imposto de renda |
|---|---|---|---|
| Poupança | R$ 6.907,64 | R$ 82.891,70 | isenta |
| Fundo DI (taxa de 0,5% ao ano) | R$ 8.873,09 | R$ 106.477,04 | 17,5%, com come-cotas |
| Tesouro IPCA+ 2032 | cerca de R$ 9.216 | cerca de R$ 110.600 | 15% no vencimento |
| Tesouro Selic 2031 | R$ 9.237,09 | R$ 110.845,09 | 17,5% |
| CDB de 100% do CDI | R$ 9.305,06 | R$ 111.660,75 | 17,5% |
| LCI ou LCA de 90% do CDI | R$ 10.085,74 | R$ 121.028,86 | isenta |
| Tesouro Prefixado 2029 | cerca de R$ 10.451 | cerca de R$ 125.400 | 15% no vencimento |
Fonte: Banco Central (CDI, Selic e poupança de outubro de 2026), Tesouro Nacional (taxas de 27 de outubro de 2026), IBGE e Lei 11.033/2004. Aplicação em 28 de outubro de 2026; Tesouro já sem a taxa de custódia; Tesouro IPCA+ e Prefixado em taxa anual equivalente, com o título levado até o vencimento.
R$ 28.769
é o que o CDB de 100% do CDI paga a mais que a poupança em um ano, líquido
Fonte: Banco Central, outubro de 2026
Nem todas as linhas da tabela são comparáveis por inteiro. Poupança, CDB, LCI, LCA, fundo DI e Tesouro Selic acompanham os juros do dia a dia. Os títulos IPCA+ e Prefixado travam uma taxa até o vencimento, e quem vende antes recebe o preço de mercado do dia, que pode ser maior ou menor.
Quanto rende 1 milhão no CDI, na poupança e nas letras isentas
Um milhão de reais num CDB de 100% do CDI rende R$ 135.346 brutos em 12 meses, segundo a taxa do Banco Central de 26 de outubro de 2026. Com o imposto de 17,5% previsto na Lei 11.033/2004 para resgates entre 361 e 720 dias, sobram R$ 111.661, ou R$ 9.305 por mês em média.
O CDI é o juro que os bancos cobram uns dos outros em empréstimos de um dia. Ele anda colado na Selic efetiva, que estava em 13,65% ao ano em 27 de outubro, e serve de régua para quase toda a renda fixa do país.
Quem resgata depois de só um mês fica com menos. De 28 de outubro a 28 de novembro, o CDB gera R$ 10.719,82 brutos, mas o imposto nesse prazo é de 22,5%, e sobram R$ 8.307,86.
O período tem só 21 dias úteis por causa de dois feriados nacionais. Finados cai em 2 de novembro, uma segunda-feira, e o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro, uma sexta-feira.
O Tesouro Selic 2031 era vendido nesta terça-feira (27) pela Selic mais 0,10% ao ano, segundo o Tesouro Nacional. Com R$ 1 milhão, o título rende R$ 136.473 brutos em um ano, um pouco mais que o CDB.
A diferença some na taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano sobre o que passa de R$ 10 mil, que custa perto de R$ 2.115 no período.
No fim, o Tesouro Selic entrega R$ 110.845 líquidos, R$ 816 a menos que o CDB de 100% do CDI. Em troca, é um título público garantido pelo Tesouro Nacional, sem depender do Fundo Garantidor de Créditos, e pode ser vendido em qualquer dia útil.
Quem compara ofertas de CDB precisa olhar o percentual do CDI no contrato, não o nome do produto. Cada banco define o seu. Um CDB de 110% do CDI rende cerca de 11% a mais que o da tabela, e um de 90% rende menos que o Tesouro Selic.
Na poupança, o cálculo muda. Um milhão de reais rendeu R$ 82.892 nos 12 meses encerrados em 26 de outubro de 2026, segundo as taxas mensais publicadas pelo Banco Central. A conta equivale a 8,29% no ano e a R$ 6.908 por mês, sem imposto de renda para pessoa física.
A poupança não segue o CDI. A Lei 8.177/1991 fixa o rendimento em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), um índice calculado pelo Banco Central a partir dos juros pagos pelos bancos. Para depósitos de 26 de outubro, o mês rende 0,6607%, o que dá R$ 6.607 sobre R$ 1 milhão.
A taxa muda conforme o dia do depósito, porque a TR varia diariamente. Nos últimos 12 meses, os depósitos feitos no dia 26 renderam entre 0,6031% e 0,6737% ao mês, segundo o Banco Central.
O ponto fraco é o aniversário. A poupança paga só uma vez por mês, na data do depósito, e quem saca antes perde o rendimento daquele mês inteiro. Em compensação, não há IOF, taxa de custódia nem imposto, e o dinheiro pode ser movimentado a qualquer momento.
Com a Selic alta, a distância para o CDI cresce. Em um ano, R$ 1 milhão rende R$ 28.769 a mais num CDB de 100% do CDI do que na poupança, já descontado o imposto do CDB.
Uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou do Agronegócio (LCA) de 90% do CDI transforma R$ 1 milhão em R$ 1.121.029 em 12 meses, pelo CDI de outubro de 2026. São R$ 10.086 por mês em média, sem imposto de renda para pessoa física.
O percentual de 90% é só um exemplo. A mesma letra a 85% do CDI rende R$ 113.938 no ano, e a 95%, R$ 128.165. Pela tabela da Lei 11.033/2004, uma letra isenta empata com um CDB de 100% do CDI resgatado em um ano quando paga cerca de 83,4% do CDI.
Essas letras têm prazo mínimo. Desde maio de 2025, a Resolução 5.215 do Conselho Monetário Nacional exige 6 meses para LCI e LCA atreladas ao CDI, e o dinheiro fica preso até lá. Quem pode precisar da quantia antes disso deve olhar para o Tesouro Selic ou para CDBs com liquidez diária.
Taxa travada, inflação e custos
O Tesouro Prefixado 2029, que vence em 1º de janeiro de 2029, era vendido a 14,79% ao ano na terça-feira (27), segundo o Tesouro Nacional. Descontados a custódia de 0,20% e o imposto de 15% no vencimento, R$ 1 milhão rende cerca de 12,5% ao ano, ou R$ 10.451 por mês em média.
A taxa prefixada estava acima da Selic, de 13,75%. Isso acontece quando o mercado cobra mais para emprestar ao governo por prazos longos. Os outros prefixados à venda seguiam a mesma linha: 15,06% no título de 2032 e 14,86% no de 2037 com juros semestrais.
Essas taxas mudam a cada dia útil. Na manhã de segunda-feira (26), o mesmo Prefixado 2029 pagava 15,40% ao ano, segundo o Tesouro Nacional.
O Tesouro IPCA+ 2032, que vence em 15 de agosto de 2032, pagava a inflação mais 7,78% ao ano. Se o IPCA ficar nos 4,58% dos últimos 12 meses medidos pelo IBGE, o título rende 12,72% ao ano no bruto. Líquido, fica perto de 11,1% ao ano, ou R$ 9.216 por mês sobre R$ 1 milhão.
O IPCA+ protege contra a inflação mais alta. Se os preços subirem mais que o esperado, o rendimento sobe junto, e o investidor recebe sempre 7,78% acima do IPCA até 2032. O boletim Focus, do Banco Central, com projeções de 23 de outubro, previa inflação de 5,19% em 2026 e de 4,34% em 2027.
Os dois títulos têm um risco que o Tesouro Selic quase não tem. O Tesouro Nacional recompra qualquer título antes do vencimento, mas pelo preço de mercado do dia. Se as taxas subirem depois da compra, o título vale menos, e quem vende antes pode ter ganho menor que o contratado ou até perda.
Quem precisa de renda periódica tem outra opção do mesmo programa. O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 pagava IPCA mais 7,75% ao ano em 27 de outubro, com cupons a cada seis meses, segundo o Tesouro Nacional. Cada pagamento sofre a retenção do imposto pela tabela regressiva.
A inflação também pesa nas aplicações que não a acompanham. R$ 1 milhão num CDB de 100% do CDI tem ganho real de 6,3% em um ano, descontada a inflação de 4,58% medida pelo IBGE até setembro de 2026. Em reais, sobram cerca de R$ 62.976 acima da alta de preços, ou R$ 5.248 por mês.
Esse é o valor que dá para gastar sem perder poder de compra. Quem saca os R$ 9.305 mensais inteiros mantém os R$ 1 milhão no papel, mas vê o dinheiro comprar menos a cada ano.
Na poupança, o ganho real é de cerca de 3,5% no ano, perto de R$ 35.467, ou R$ 2.956 por mês.
Fonte: Banco Central, Tesouro Nacional e IBGE (IPCA de 12 meses até setembro de 2026)
Um fundo DI que acompanhe 100% do CDI e cobre taxa de administração de 0,5% ao ano transforma R$ 1 milhão em R$ 1.106.477 em 12 meses, já sem imposto. O valor é R$ 5.184 menor que o do CDB de 100% do CDI, e a maior parte da diferença é a taxa do fundo.
O resto vem do come-cotas, a antecipação do imposto que a Lei 14.754/2023 manda descontar no último dia útil de maio e de novembro. Nos fundos de longo prazo, a retenção é de 15% do ganho do semestre, paga com cotas do próprio investidor. No resgate, o fundo cobra a diferença até a alíquota final da tabela regressiva.
Como o imposto sai antes, o dinheiro que iria render fica menor. Em um ano com R$ 1 milhão, o efeito custa perto de R$ 561, pela simulação com as taxas do Banco Central. O próximo come-cotas cai em 30 de novembro de 2026, uma segunda-feira.
Fundos DI podem cobrar taxas diferentes, e o regulamento de cada fundo traz o valor. Com a taxa de 0,5% ao ano, o fundo rende R$ 4.368 a menos que o Tesouro Selic. O custo do título é de 0,20% ao ano sobre o que passa de R$ 10 mil.
Outros valores, a garantia do FGC e a Selic
Nas aplicações atreladas ao CDI e na poupança, o rendimento cresce na mesma proporção do valor aplicado: o dobro do dinheiro rende o dobro. Por isso, R$ 2 milhões num CDB de 100% do CDI rendem R$ 18.610 por mês em média, e R$ 500 mil, R$ 4.653. As contas usam as taxas do Banco Central de outubro de 2026.
| Valor aplicado | Poupança | CDB de 100% do CDI | Tesouro Selic 2031 | LCI ou LCA de 90% do CDI |
|---|---|---|---|---|
| R$ 500 mil | R$ 41.445,85 | R$ 55.830,37 | R$ 55.431,36 | R$ 60.514,43 |
| R$ 1 milhão | R$ 82.891,70 | R$ 111.660,75 | R$ 110.845,09 | R$ 121.028,86 |
| R$ 2 milhões | R$ 165.783,40 | R$ 223.321,50 | R$ 221.672,56 | R$ 242.057,73 |
Fonte: Banco Central (CDI e poupança de outubro de 2026), Tesouro Nacional e Lei 11.033/2004; rendimento líquido em 12 meses, aplicação em 28 de outubro de 2026.
A única exceção à proporção é o Tesouro Selic. Pelas regras do Tesouro Direto, a isenção de custódia vale só para os primeiros R$ 10 mil por CPF. Ela pesa cada vez menos à medida que o valor cresce.
A mesma lógica vale para quantias menores, com as contas feitas nos guias de quanto rendem R$ 100 mil e de quanto rendem R$ 1.000 em cada aplicação.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF em cada instituição ou conglomerado financeiro, segundo o regulamento do fundo. A proteção vale para poupança, CDB, LCI e LCA, somados no mesmo grupo, e inclui os juros até o limite.
Com R$ 1 milhão, dividir em quatro partes de R$ 250 mil não basta, porque os rendimentos levam cada parte para cima do teto. Para manter o valor e os juros cobertos, são precisos ao menos cinco conglomerados diferentes. Com R$ 2 milhões, a conta sobe para nove.
Há ainda um teto geral. O regulamento limita a R$ 1 milhão por CPF, a cada quatro anos, o total que o FGC paga somando todas as instituições. As regras e o pedido de pagamento estão no guia sobre o limite do FGC.
O Tesouro Direto fica fora dessa conta. Os títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional e ficam guardados na B3 em nome do investidor, separados do patrimônio da instituição usada para comprar.
Todas essas contas dependem dos juros dos próximos meses. O boletim Focus, do Banco Central, com projeções de 23 de outubro, aponta a Selic em 13,25% no fim de 2026 e em 11,75% no fim de 2027.
Se o CDI cair na mesma medida, R$ 1 milhão num CDB de 100% do CDI passaria a render perto de R$ 8.009 por mês, já sem imposto.
O Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% em 16 de setembro. No comunicado da decisão, o comitê afirmou que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, sem fixar o tamanho dos próximos cortes. O calendário das reuniões está no guia sobre Selic, Copom e inflação.
Juros em queda afetam cada aplicação de um jeito. CDB, LCI, LCA, fundo DI e Tesouro Selic passam a pagar menos logo depois de cada corte. O Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ mantêm a taxa da compra até o vencimento, e o preço de mercado desses títulos tende a subir quando os juros caem.
A poupança só muda de regra se a meta da Selic chegar a 8,5% ao ano ou menos, pela Lei 8.177/1991. Com a previsão do Focus para os próximos dois anos, ela continua em 0,5% ao mês mais a TR.
Como calculamos. CDI diário do Banco Central em 250 dias úteis a partir de 28 de outubro de 2026, com o imposto da Lei 11.033/2004. Poupança pelas 12 taxas mensais do Banco Central para depósitos no dia 26. Tesouro pelas taxas de compra de 27 de outubro, com custódia de 0,20%, e ganho real descontado pelo IPCA de 12 meses do IBGE.
O Copom anuncia a próxima decisão sobre a Selic em 4 de novembro, uma quarta-feira. O come-cotas dos fundos abertos é descontado em 30 de novembro, último dia útil do mês.
Como citar: Ouviram (27 out. 2026). «R$ 1 milhão rende R$ 9.305 por mês no CDB e R$ 6.908 na poupança em 2026». ouviram.com.br/economia/quanto-rende-1-milhao-de-reais-por-mes-2026
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Quanto rende 1 milhão por dia?
Com o CDI de 0,050788% por dia útil, segundo o Banco Central, R$ 1 milhão num CDB de 100% do CDI rende R$ 507,88 brutos por dia útil. Sábados, domingos e feriados não contam.
Quanto rende 1 milhão em 5 anos?
Com o CDI constante em 13,65% ao ano, R$ 1 milhão num CDB de 100% do CDI chegaria a cerca de R$ 1,76 milhão em cinco anos, já com o imposto de 15%. As projeções do boletim Focus, do Banco Central, indicam juros menores nos próximos anos, o que reduz esse valor.
Quem tem 1 milhão aplicado precisa declarar imposto de renda?
Sim. Pelas regras da Receita Federal, é obrigado a declarar quem tinha mais de R$ 800 mil em bens e direitos em 31 de dezembro, e as aplicações financeiras entram nessa soma.
Tem IOF em aplicação de 1 milhão?
Só no resgate antes de 30 dias. Pelo Decreto 6.306/2007, o IOF leva 96% do rendimento no primeiro dia e cai até zero no 30º, em CDB, Tesouro Direto e fundos de renda fixa.
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1. Em que meses os fundos abertos cobram o come-cotas?
O come-cotas é descontado no último dia útil de maio e de novembro, pela Lei 14.754/2023.
2. Qual é o imposto sobre o ganho de um CDB resgatado depois de dois anos?
Acima de 720 dias, a alíquota é de 15%, a menor da tabela regressiva da Lei 11.033/2004.
3. Quanto o FGC garante por CPF em cada instituição?
O regulamento do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF em cada instituição ou conglomerado, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
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