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Marca e patente da startup: quanto custa registrar no INPI em 2026

Desde dezembro de 2025, o pedido de marca no INPI já inclui o primeiro decênio e custa R$ 880 por classe, ou R$ 440 com desconto.

Jovem fundadora sorri ao segurar um protótipo de produto numa oficina clara com prateleiras e plantas
Fundadora mostra o protótipo do primeiro produto da empresa.Foto: Ouviram

A marca, o produto e o código são, muitas vezes, o principal patrimônio de uma startup. Protegê-los cedo evita disputas com concorrentes e pesa na hora de negociar com investidores, que conferem esses registros na análise da empresa.

No Brasil, marcas, patentes e programas de computador são registrados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Desde 20 de dezembro de 2025 vale uma nova tabela de taxas, que simplificou a cobrança e eliminou pagamentos cujo esquecimento fazia titulares perderem o registro.

ServiçoValorCom desconto
Marca com especificação pré-aprovada, por classeR$ 880R$ 440
Marca com especificação livre, por classeR$ 1.720R$ 860
Prorrogação da marca, por classeR$ 1.000R$ 500
Pedido de patente de invenção ou modelo de utilidadeR$ 260R$ 130
Exame de invenção, até 10 reivindicaçõesR$ 870R$ 435
Exame de modelo de utilidadeR$ 560R$ 280
Anuidade de patente de invenção, do 3º ao 6º anoR$ 1.000R$ 500
Registro de programa de computadorR$ 210—

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A marca

O registro dá ao titular o uso exclusivo da marca em todo o país, nos produtos ou serviços da classe registrada. Uma startup de software costuma registrar ao menos a classe de programas e a de serviços de tecnologia, e cada classe é paga à parte.

O pedido com especificação pré-aprovada, escolhida numa lista do INPI, custa R$ 880 por classe. O de livre preenchimento, para descrever produtos fora da lista, custa R$ 1.720. Desde dezembro de 2025, a taxa do primeiro decênio e do certificado está incluída no pedido.

Pagam metade microempresas, MEI e empresas de pequeno porte, empresas abertas pelo Inova Simples, instituições científicas e tecnológicas, entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos. Pessoas físicas também têm desconto, com restrições, e pessoas de baixa renda ou com deficiência são isentas no pedido.

Antes de depositar, vale consultar a base do INPI para ver se o nome já tem dono na mesma área. Depois do pedido, a marca é publicada, e terceiros têm 60 dias para apresentar oposição. Concedido, o registro vale 10 anos e pode ser prorrogado indefinidamente.

O registro deve sair em nome da empresa, e não de um sócio. Se o fundador registrou a marca em nome próprio, a transferência para a empresa costuma ser exigida na due diligence de uma rodada.

Patente e modelo de utilidade

A patente de invenção protege uma solução técnica nova, com atividade inventiva e aplicação industrial, por 20 anos a partir do depósito. O modelo de utilidade protege uma melhoria prática num objeto já conhecido, por 15 anos.

O pedido custa R$ 260, e o exame de invenção com até 10 reivindicações, R$ 870, com metade para quem tem desconto. O exame precisa ser pedido em até 36 meses do depósito, e as anuidades começam no terceiro ano. A carta-patente deixou de ser cobrada à parte.

A patente concedida também reduz impostos. Pela Lei do Bem, a empresa no lucro real soma 20% à exclusão dos gastos com pesquisa quando a patente sai.

O programa de computador em si não é patenteável no Brasil, pela Lei 9.279/1996. Uma invenção que usa software para resolver um problema técnico, como num equipamento, pode ser patenteada se cumprir os requisitos.

Programa de computador e contratos

O software é protegido por direito autoral desde a criação, pela Lei 9.609/1998, por 50 anos. O registro no INPI é opcional e custa R$ 210. O pedido é eletrônico, e o titular envia só um resumo digital do código, que fica guardado com a empresa.

O registro serve como prova de autoria e de data. É útil em disputas, em contratos com clientes grandes e na análise de investidores, que querem saber se o código pertence mesmo à empresa.

Pela mesma lei, o software criado por empregado no trabalho pertence à empresa, salvo acordo em contrário. Com prestadores de serviço e sócios que programaram antes de a empresa existir, a cessão dos direitos precisa estar em contrato.

A ordem mais comum é registrar a marca antes de divulgar o produto, guardar a prova do código desde a primeira versão e avaliar a patente só quando houver uma solução técnica nova. Os demais passos de quem está começando estão no guia de como criar uma startup do zero.

A proteção custa pouco perto do prejuízo de mudar de nome depois do lançamento ou de descobrir, numa rodada, que parte do código pertence a um ex-colaborador.

Como citar: Ouviram (31 out. 2026). «Marca e patente da startup: quanto custa registrar no INPI em 2026». ouviram.com.br/startups/marca-e-patente-para-startup-inpi-quanto-custa-registrar

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Quanto custa registrar uma marca no INPI em 2026?

O pedido com especificação pré-aprovada custa R$ 880 por classe, e o de livre preenchimento, R$ 1.720. Com o desconto de 50%, os valores caem para R$ 440 e R$ 860. Desde dezembro de 2025, não há taxa separada para o primeiro decênio.

Quem tem desconto nas taxas do INPI?

Microempresas, MEI e empresas de pequeno porte, empresas do Inova Simples, instituições científicas e tecnológicas, entidades sem fins lucrativos, órgãos públicos e pessoas físicas, com algumas restrições. Pessoas de baixa renda e com deficiência têm isenção nos pedidos de entrada.

Quanto tempo vale o registro de marca?

Dez anos a partir da concessão, prorrogáveis por períodos iguais e sucessivos. A prorrogação custa R$ 1.000 por classe, ou R$ 500 com desconto, se paga no prazo ordinário.

Software pode ser patenteado no Brasil?

O programa de computador em si não é considerado invenção pela Lei 9.279/1996. Ele é protegido por direito autoral. Uma invenção que usa software para resolver um problema técnico pode ser patenteada, se cumprir os requisitos da lei.

É obrigatório registrar o programa de computador no INPI?

Não. A proteção independe de registro. O registro serve como prova de autoria e de data, útil em disputas, contratos com clientes e análises de investidores.

#Startups#INPI#Marca#Patente#PropriedadeIntelectual#Software

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